EAV e despejo, o pesadelo continua.
 
Para se compreender a complexa rede, que circunda os anos de luta pela permanência da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, devemos retroceder no tempo, para anos antes de sua fundação em 1975, sob a direção de Rubens Gerschman.
Neste longo e perverso jogo político, sem ingenuidade, as intenções são claras apenas nos corações gananciosos de homens e instituições poderosas. Em nenhuma ocasião, desde a desapropriação do Parque após a morte de seu proprietário, o poderoso armador e industrial Henrique Lage, houve como prioridade, os interesses comunitários, sociais, urbanísticos, ecológicos e culturais, da cidade e do país.
Este Parque, de utilidade pública desde 1976 e reconhecido como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, já correu os riscos de ser transformado em cemitério de luxo, passando por um leilão público, numa terça do Carnaval, onde apenas um comprador e seu testa de ferro o adquiriram, a preço de patrimônio tombado, tendo sido destombado dias depois; até a infeliz pretensão de Museu de Taxidermia pouco antes da ECO 92.
É indigno e bizarro que nesse país, onde museus e escolas, estão a míngua, sobrevivendo mais de seus exércitos de Brancaleone, funcionários e colaboradores que sustentam suas paredes corroídas por cupins e inconsciência social e política, por crerem que uma nação sem educação cultura e memória, está condenada, ainda aconteçam situações como a que está novamente passando a Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
Esta Escola sobrevive de recursos arrecadados de seus estudantes, apesar de ser estadual. É viva, e pulsa entre momentos de brilho artístico e outros de retomada de fôlego após as batalhas que trava pra existir. Ainda é referência cultural nacional e instituição única neste país.
Apesar de não ter a atenção e os recursos da imprensa e governantes, e dos cofres públicos, como temos visto no processo de entrada da Fundação Guggenheim no país, por exemplo, ela insiste em sua existência e na formação de vários de nossos grandes artistas.
A casa, de ecletismo arquitetônico singular, foi projetada para abrigar os caprichos e vaidades de uma cantora lírica em suas apresentações, grandes festas e saraus. Um cenário para uma diva. Com palcos, estrelas douradas em teto celeste, piscina em pátio interno e outras peculiaridades. Seria absurdo e incoerente cerrar suas portas ao público e ali abrigar escritórios fechados, postos, vestiários, frotas, acervos, máquinários,e todo tipo de aparato para instituições burocráticas, como atestou o próprio Sphan anos atrás, na ocasião da p.0 anteriormente.
Não há maior coerência portanto, do que a afirmação que aquele lugar é destinado a Arte e a Natureza, e devemos ser conservadores neste sentido, para sermos agentes preservadores e criadores de recursos.
Não vamos desistir e continuaremos a aguardar, uma ação de restauração e maior adequação da casa a escola por parte de nossos governantes, e uma atitude definitiva e justa para que nossa única e essencial escola de arte livre, permaneça onde está e oxalá continue de portas abertas a todo e qualquer cidadão que ali entre e queira aprender, pesquisar, ou apenas conhecer um pouco da nossa história e beleza, como sempre foi.
20/02/2002
 
Clarisse Tarran

 

Objetificar o amor, concretizar o indizível.

 

Caminhei com tal proposta do absurdo, dentro de minha bolsa, pendurada nos ombros, espreitando-me a inteligência amolecida pelo tema fugidio, por duas semanas ens-tranhas.

 

Num fio, sempre entre, sem entrega, sobre enganos, o amor num objeto não me pega;o amor é coisa do homo, o amor é sobre-humano. Um amalgamar de dois, ou três,  agosto.  Em armadilha sem isca, o amor nos apreende ao outro.  Em qualquer  ridículo estilo ou incondicionalmente mentiroso, o amor-coisa me furou o olho, entre as linhas que costuram os fofoqueiros, o amor do outro, que queriam pra si mesmos,

 

De Clarisse Tarran, amorosamente.

Agosto de 2006

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